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GESSO É COISA DO PASSADO!

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GESSO É COISA DO PASSADO!

setembro 3, 2020

Você sabe os motivos pela qual o gesso é coisa do passado?

Só quem já vivenciou os maus dias com um braço, ou perna imobilizados com gesso, sabe quanto esse material incomoda a pele. São alergias, coceiras, suor, sujeira acumulada durante dias. E o pior é não poder tomar banho tranquilamente, pois o gesso não é material impermeável. Com todas essas desvantagens para os pacientes, devemos lembrar também dos prejuízos que esse material causa ao meio-ambiente.

Após todo sofrimento com a imobilização, chega então o dia da retirada do gesso. Após cortar com serra, quebrar e puxar, as placas gessadas vão diretamente para o lixo da sala de imobilização, e no final do dia, são levados à uma lixeira especial. Onde todo o gesso recolhido será pesado. Essa triagem acontece a partir de uma empresa de coleta e descarte de gesso. Os valores para o tal descarte são altos, pois é um material altamente tóxico.

E como o descarte é feito? O material pode ser levado para aterros ou pode ser incinerado – Ambas as formas poluem o meio ambiente. Aterrando o gesso, os resíduos tóxicos desse material contaminam o solo e o lençol freático. Já pela incineração, o ar é quem é prejudicado e assim, a camada de ozônio grita por socorro.

“Existem relatos de cidades pequenas, onde o descarte do gesso é feito nos rios e isso tem poluído não só a água, mas todo o lugar por onde ela passa, inclusive o lençol freático” diz Felipe Neve, Ceo da Fix it – que desenvolve imobilização ortopédica e equipamentos hospitalares a partir da impressão 3D, utilizando o PLA, um plástico biodegradável.  

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Órtese sendo impressa – Fix it

“O Papel da Fix it é reduzir o consumo de gesso, à nível hospitalar e ambulatorial, reduzindo o custo e prejuízo que ele causa no meio ambiente. No momento ainda não conseguimos substituir totalmente o gesso, pois as soluções para membros inferiores ainda não foram lançadas. Mas estamos trabalhando nisso, com nossa equipe de desenvolvimento” Continua Felipe.

A proposta sustentável da Fix it para com o descarte das soluções em PLA são: a logística reversa – Triturar o plástico para criar novos filamentos. Ou direcioná-las às composteiras para virar adubo. A reciclagem do plástico não é uma alternativa tão favorável nessa situação, pois como trata-se de um material nobre (PLA) o melhor é poder aproveitá-lo de uma maneira mais eficiente, como na criação de novas órteses.

Hoje no Brasil existem apenas 5 extrativistas de gesso e existe um único distribuidor da matéria prima. Este distribuidor fica nas mãos dos extrativistas quanto à precificação. Da extração à distribuição, ele passa por um processo muito perigoso, pois o material passa por uma mistura com metano, o que é muito prejudicial à saúde do funcionário. Com isso, as empresas são obrigadas a pagar altos valores de periculosidade para funcionários.

O material que a Fix it usa não vem por meio da exploração, pois o que é utilizado é apenas o bagaço. A cana de açúcar, milho e beterraba, são explorados para fazer combustível, açúcar e derivados dos milhos. A Fix it aproveita do que iria para o lixo – o bagaço, onde é retirado o ácido polilático, para fazer o plástico sustentável (PLA).  Acrescentando-se um modificador de impacto, tem-se o material perfeito para imobilização ortopédica. Biodegradável e resistente tanto quanto o gesso.

Gostou de saber mais sobre a Fix it? Veja nossos materiais no blog #desengesse! E acompanhe o que nossos profissionais falam sobre as soluções de imobilização.

O fisioterapeuta Felipe Neves (CEO) e biomédico especialista em Impressão 3D, Hebert Costa (CPO) se conheceram em um evento de startups em Natal/RN e decidiram a partir daquele momento, fazer a diferença na área da saúde, trazendo as inovações tecnológicas à serviço da ortopedia, fisioterapia e terapia ocupacional. 



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