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Fratura de Punho

julho 9, 2020

Conheça os grupos acometidos e os tipos de tratamentos

A queda com a mão espalmada é uma das mais comuns causas de fratura de punho e acomete geralmente 3 grupos distintos de pacientes.

1 – Pessoas mais de 60 anos, acometidas pela osteoporose de modo que uma simples queda de sua própria altura resulte em uma fratura de punho.  A osteoporose é uma doença que diminui a quantidade de cálcio nos ossos, tornando-os mais frágeis e propensos a fraturas.

2 – Crianças de 03 a 10 anos, onde a fragmentação é causada pela força do trauma, por exemplo uma queda de bicicleta, que pode gerar força suficiente para quebrar o punho.

3 – Adultos jovens também estão propensos a fraturas de punho, devido aos altos índices de probabilidade de acidentes de carros que acontecem durante essa fase da vida. E assim como as crianças, a força do trauma podem gerar força suficiente para quebrar o punho.

Para entender um pouco mais sobre a anatomia óssea do punho, vamos explicar um pouquinho sobre os ossos deste membro.

O punho é uma articulação composta pela parte final dos ossos do antebraço, denominados rádio e ulna, unindo-se aos ossos do carpo, denominados escafoide, semilunar, piramidal, pisiforme, trapézio, trapezoide, capitato e hamato. Eles se dividem em duas fileiras unidas por ligamentos, o que permite a estabilidade e o movimento. A imagem abaixo pode ajudar no entendimento dessa anatomia.

Fratura de Punho 1
Fonte: Fisioterapia para todos

Existem diferentes tipos de fraturas de punho. Elas são:

  • Fratura de Colles: Acontece quando o fragmento fraturado do rádio se desvia para cima;
  • Fratura intra-articular: Quando a fratura ocorre nas extremidades ósseas que ficam dentro da articulação;
  • Fratura extra-articular: Que não se estendem à articulação;
  • Fratura aberta ou exposta: Quando um osso fraturado rompe a pele;
  • Fratura cominutiva: Quando um osso é quebrado em mais de duas partes.

A fratura de punho normalmente causa dor imediata, principalmente à palpação. Hematoma e inchaço também podem parecer nos primeiros minutos após da fratura, e em muitos casos, há a probabilidade de deformidades, devido ao desvio da parte óssea.

Após o diagnóstico médico com resultados de exames, o tratamento pode variar de acordo com a gravidade do deslocamento, porém em todos os casos há remodelação para a posição anatômica novamente. A escolha de como tratar depende da natureza da fratura, a idade e o nível de atividade, além das preferências pessoais do médico.

Tratamento cirúrgico

Em alguns casos após avaliação médica, é constatado a necessidade de intervenção cirúrgica devido à gravidade da lesão e possível perda de funcionalidade. A cirurgia normalmente envolve um corte para acessar diretamente os ossos quebrados e melhorar o alinhamento. Dependendo da fratura, há várias opções para manter os ossos na posição correta até a consolidação:

  • Pinos metálicos (normalmente de aço inoxidável ou titânio);
  • Placa e parafusos;
  • Fixador externo (uma estrutura estabilizante colocada do lado externo do corpo para segurar os ossos na posição correta para que possam se consolidar);

Tratamento não cirúrgico

O tratamento não cirúrgico ou conservador, acontece quando o osso permaneceu em sua posição anatômica necessitando apenas de imobilização do punho. Há também casos onde o alinhamento ósseo não está correto podendo limitar movimentação e funcionalidade do membro, sendo necessário realinhar com o método conhecido como “redução”. Com força manual o médico responsável realiza o realinhamento sem intervenção cirúrgica.

Em todos os casos é necessário que faça a imobilização ortopédica prevenindo assim uma nova lesão. A PunhoFix, a solução de imobilização de punho da Fix it é eficaz para realizar o tratamento de forma confortável e leve, além de permitir que o médico monitore a consolidação por exames pois é uma tala de termoplástico, não sendo necessário sua remoção.

A tala é retirada cerca de 6 semanas após a ocorrência da fratura. Nesse momento, normalmente é iniciada a terapia ocupacional e fisioterapia, para ajudar a melhorar os movimentos e as funções do punho lesionado.

Dê um play no vídeo abaixo e veja o que a Dra. Caroline Suliani – Terapeuta Ocupacional fala sobre fratura de punho.

Caroline Suliani, Terapeuta Ocupacional no ABC Paulista, nasceu na cidade de Santo André em São Paulo. Cursou a faculdade de terapia ocupacional na Faculdade de Medicina do ABC e hoje é franqueada Fix it em sua cidade. Trabalha atendendo pacientes ortopédicos, neurológicos e reumatológicos, utilizando as soluções de imobilização da Fix it.

Referências

Oliveira, R. https://www.ricardokaempf.com.br/services/fratura-de-punho/

Orthoinfo. https://orthoinfo.aaos.org/pt/diseases–conditions/fraturas-distais-do-radio-fratura-do-punho-distal-radius-fractures/



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