
Por: Profª Drª Renata Calsaverini Leal
Vamos falar sobre um tema importante na área da saúde: a imobilização provisória como recurso para alívio da dor e recuperação segura. Se você já passou por uma lesão ortopédica ou conhece alguém que sofreu uma, sabe o quanto a dor pode ser debilitante e desconfortável. A imobilização provisória é uma estratégia que pode ajudar a aliviar esse sofrimento agudo, promovendo estabilidade e proteção à área lesionada, evitando danos adicionais.
Em se tratando de fratura, a imobilização é fundamental para o tratamento inicial, a fim de limitar movimento do osso lesionado. Esta conduta de emergência, minimiza a dor e previne agravamentos como desvio do foco de fratura ou piora das lesões das estruturas adjacentes como ligamentos, músculos, tendões, nervos e vasos sanguíneos. Em uma fase mais tardia, a imobilização favorece a reparação óssea e promove uma recuperação adequada.
A IMOBILIZAÇÃO É SOMENTE PARA FRATURAS?
A imobilização é usada tanto nas fraturas, como também em entorses, naqueles casos em que haja somente o desvio da articulação (luxação ou subluxação) com lesão de estruturas de suporte (partes moles). Lembrando que em certos tipos de fraturas, também há risco de lesão dessas estruturas adjacentes, que precisam ser estabilizadas.
Além do reposicionamento dos fragmentos ósseos ou articulações, a imobilização precoce atua para o alívio da dor com ótimos resultados, tanto para minimizar a inflamação e otimizar a cicatrização, como também, na preservação e recuperação biomecânica.

CUIDADOS ESPECÍFICOS COM O MEMBRO IMOBILIZADO.
Para cada tipo de lesão ou segmento corporal, há uma técnica específica de imobilização precoce, incluindo a necessidade de acompanhar a manifestação do edema (inchaço) que pode causar compressão dos tecidos nos primeiros dias, e após sua remissão, a instabilidade da tala. Independentemente do tipo de lesão ou do segmento corporal, a imobilização por tala termo moldável tem vantagem em relação a esta questão, permitindo visualização e os devidos ajustes.
A IMOBILIZAÇÃO PRECOCE PROTEGE
É importante salientar, que seja em entorses, fraturas, contusões e estiramentos musculares, luxações ou até em tendinites, a imobilização previne complicações imediatas ou tardias, evitando que o paciente realize movimentos que agravem a lesão, contribuindo assim, para o restabelecimento dos tecidos.
Em resumo, a imobilização provisória é um recurso valioso no manejo da dor, na proteção de lesões agudas, e prevenção dar limitações crônicas. Quando bem aplicada, ela proporciona conforto ao paciente e contribui para uma recuperação mais rápida e segura. Se você ou alguém que conhece estiver passando por uma situação de lesão, procure precocemente a orientação especializada para garantir o melhor cuidado possível.
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Referências Bibliográficas:
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