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Órteses, o que são?

abril 3, 2019

Para iniciarmos nossa discussão sobre órteses, começaremos abordando seu conceito: a palavra órtese é originada do grego, e significa “tornar correto”. As órteses são dispositivos utilizados externamente ao corpo com o objetivo de melhorar ou auxiliar funções corporais. É comum escutarmos outras denominações para esses dispositivos, tais como: talas, aparelhos e aparelhos ortopédicos por exemplo.

Dentre os objetivos da utilização das órteses, inclui-se:

  • Imobilizar uma articulação ou um segmento do corpo;
  • Limitar movimentos indesejáveis;
  • Controlar a motricidade;
  • Auxiliar o movimento;
  • Reduzir a força de sustentação de peso;
  • Prevenir a instalação de deformidades;
  • Reduzir a dor pela imobilização.
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A avaliação prévia à prescrição das órteses é essencial, abordando questões como: o histórico de vida do paciente, que pode ter desencadeado o comprometimento existente, aspectos clínicos, físicos, funcionais, cognitivos, psicossociais, e inclusive os recursos financeiros. E a partir dessas informações, será possível formular a prescrição de forma efetiva.

Na prescrição da órtese, inclui-se não só os objetivos terapêuticos estipulados, mas todas as indicações quanto ao uso (frequência, duração, momentos de utilização e de retirada, etc); cuidados com o material (higienização, manutenções necessárias, etc); e ajustes e adaptações na órtese, caso necessário.

Vale ressaltar a importância do acompanhamento durante o uso da órtese, avaliando a evolução clínica do paciente, condições da pele, a funcionalidade da órtese, a adaptação e usabilidade do paciente com o recurso, além do conforto durante a utilização. E a partir destes feedbacks, é possível realizar adaptações necessárias no planejamento terapêutico.

Independente da finalidade da órtese, o conforto é uma premissa para sua utilização pois o contrário pode gerar lesões na pele, compressão de vasos sanguíneos, dores articulares, etc, o que pode fazer com que o paciente tenha lesões ou não utilize a órtese, ambos prejudicando seu tratamento. Claramente, o início da utilização de uma órtese demanda certo costume, pois será um “corpo estranho” em contato constante por um período, porém de forma alguma deve prejudicar o paciente.

Mas quais tipos de órteses existem? De que material são feitas? Como funcionam os aspectos biomecânicos na utilização das órteses? Que profissionais podem prescrever e confeccionar órteses? Essas e outras perguntas serão respondidas nos próximos posts! Fique atento ao Blog Desengesse.

Referências utilizadas

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão da Educação na Saúde.

Técnico em órteses e próteses: livro-texto/ Ministério da Saúde. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Departamento de Gestão do Trabalho na Saúde – Brasília: Ministério da Saúde, 2014.

EDELSTEIN, E. Joan; BRUCKNER, Jan. Órteses: abordagem clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Kooban, 2006.



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