
Por: Profª Drª Renata Calsaverini Leal
Embora seja um grande alívio, a retirada do gesso marca uma nova fase de atenção e cuidados. A recuperação após uma fratura ou lesão articular, exige a restauração em vários aspectos. Além da perda de força e mobilidade, o segmento pode perder volume muscular (atrofia) e até a habilidade de memória dos movimentos e sensações motoras, que chamamos de cinestesia. A avaliação dessas condições, é fundamental para uma boa recuperação e proteção para o retorno às atividades diárias.
AVALIAÇÃO MÉDICA E FISIOTERAPÊUTICA:
O primeiro passo é a reavaliação médica, a fim de identificar a plena cicatrização óssea e até cirúrgica, em casos específicos. O médico determina o momento ideal para o início do tratamento de reabilitação, podendo identificar se há algo a ser considerado neste processo de restauração funcional. O médico também pode prescrever o uso de algum medicamento.
O fisioterapeuta também avalia as perdas funcionais e cicatriciais, dando seguimento com recursos que são personalizados para reduzir aderências, prevenir inflamações, aliviar a dor, e recuperar força e mobilidade. Estes recursos vão desde aparelhos, até mobilizações e exercícios orientados.
CUIDADOS DOMICILIARES:
Cuidados domiciliares também fazem parte da plena recuperação após a retirada do gesso. Pode ser necessário, uso de algum apoio como muletas e andadores e exercícios complementares.
Cada segmento corporal tem necessidades específicas, como por exemplo, descarga de peso para membros inferiores, movimentos finos para mão e movimentos amplos para ombros.
Ainda, nos cuidados domiciliares, a pele, por exemplo, pode apresentar grande sensibilidade e descamação, necessitando de higienização e hidratação. Em casos mais raros, pode apresentar feridas inflamadas ou infectadas, necessitando cuidados especiais, incluindo medicamentos.
ALTERNATIVAS DE CUIDADOS E ALÍVIO:
A pele pode ser muito preservada, caso a imobilização seja feita com materiais alternativos ao gesso, como os imobilizadores impressos em 3D, termo moldáveis a base de ácido polilático. A substituição por este material bioplástico, permite ainda, acompanhar formação de edema durante a fase de imobilização, evitando uma recuperação mais prolongada, e até colocação de eletrodos para alívio da dor de forma precoce à reabilitação.

Lembrando que, sob orientação do médico ou do fisioterapeuta, o uso do gelo é um excelente recurso para alívio de edema, dor e inflamação.
RETORNO ÀS ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA:
Gradualmente, o paciente deve retomar suas atividades diárias, evitando esforços excessivos inicialmente. A orientação do fisioterapeuta e do médico é fundamental para evitar sobrecargas, novas lesões, perdas funcionais definitivas ou substituição de movimentos.
CONCLUSÃO
A retirada do gesso é apenas o começo de uma fase de recuperação que exige cuidados específicos e acompanhamento profissional. Com paciência, disciplina e orientação adequada, é possível recuperar a funcionalidade do membro e retomar as atividades com segurança.
Nem toda imobilização necessita de cuidados prolongados ou completos, como mencionados. Siga as orientações do seu médico.
E para tornar esse processo mais confortável, seguro e eficiente, a Órtese Fix it 3D surge como uma alternativa moderna ao gesso tradicional: leve, resistente, ventilada, permitindo melhor higiene da pele, acompanhamento de edema e até facilitando recursos terapêuticos precoces na reabilitação.
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Referências bibliográficas:
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- Miller, P., & Jones, L. (2020). Skin care after immobilization: guidelines and best practices. Journal of Wound Care, 29(4), 210-215.
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