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Quais são os melhores materiais para as órteses?

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Quais são os melhores materiais para as órteses?

abril 29, 2019

Caminhando junto a enorme diversidade de órteses, existe também uma grande variedade de materiais com os quais as órteses são confeccionadas.

E apesar de parecer um detalhe, os materiais utilizados são importantíssimos, sendo elas fabricadas industrialmente ou confeccionadas por profissionais habilitados, pois suas propriedades físicas influenciam a durabilidade, conforto, custo, resistência, flexibilidade, facilidade de moldagem, peso, além da estética e aparência, que também contribuem na usabilidade do recurso pelo paciente.

Os diversos materiais que constituem os recursos têm propriedades particulares que  podem favorecer ou prejudicar o processo rumo ao objetivo da utilização da órtese. Aqui vão alguns materiais que são utilizados para as órteses:

1. Metal: as propriedades mecânicas do metal dependem da sua estrutura química, mas geralmente são materiais fortes, rígidos, resistentes à fadiga e não são modificados ao efeito de calor ambiental. Os materiais comumente utilizados em órteses são: alumínio, aço e titânio.

2. Madeira: por incrível que pareça a madeira também é utilizada na fabricação de recursos ortopédicos, o material frequentemente utilizado é a cortiça, originada da casca do sobreiro, que compõe juntamente a borracha alguns solados de calçados para elevação do arco dos pés, por exemplo. Algumas plataformas de calçados também são feitas de madeira de balsa, um material leve e resistente.

3. Borracha: a grande vantagem desse material é sua elasticidade, resistência e capacidade para absorção de impacto. Muito usado para sola de calçados e acolchoamento nas órteses. Outros exemplos são: neoprene e espuma de látex.

4. Tecido: utilizado para acolchoamento e forro para possibilitar o conforto e absorção de transpiração, além de serem utilizados como fechos de velcro.

5. Couro: a pele de animal é geralmente tratada quimicamente para torná-la mais flexível, mais forte e porosa. Esse processo determinará a flexibilidade, durabilidade e aparência do couro. Sua vantagem é o conforto na pele.

6. Plástico: são materiais orgânicos sintéticos, ou seja, que são desenvolvidos de modo artificial. A diversidade de tipos de plástico ocorre devido à forma como as moléculas dos elementos que o constituem são combinadas, o que determina a propriedade do material. Os plásticos geralmente são materiais leves, de fácil moldagem, limpeza, leve e resistente a corrosão.

a. Plástico termoestável: são materiais que uma vez aquecidos e moldados não podem mais ter sua forma modificada. Por esse motivo é imune ao calor e os ajustes só são possíveis com o corte do material rígido.

b. Termoplástico: é assim chamado pela possibilidade de ser aquecido e tornar-se maleável para moldagem. E após o resfriamento, torna-se rígido novamente com o novo formato. Geralmente esse processo pode ser feito mais de uma vez. Esse material é muito utilizado para confecção de órteses pois alguns tipos tornam-se maleáveis em baixa temperatura ao ser submerso em água quente e pode ser moldado diretamente no corpo do paciente. Outros tipos de termoplásticos tornam-se maleáveis somente em alta temperatura, o que não permite ser moldado diretamente no paciente; é necessário um molde de gesso do segmento do corpo que será ortetizado para que a órtese seja produzida.

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A Fix it possui uma linha de órteses termoplásticas, conheça clicando aqui.

Há uma variedade de tipos de termoplásticos, que permitem distintas possibilidades de uso do material, você sabe quais são as propriedades dos termoplásticos? Essa discussão ficará para a próxima postagem, fiquem atentos aos posts do blog e não deixem de nos acompanhar através das redes sociais.

Referência utilizada

EDELSTEIN, E. Joan; BRUCKNER, Jan. Órteses: abordagem clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Kooban, 2006.

Luciana B. AGNELLI, Cristina Y. TOYODA – ESTUDO DE MATERIAIS PARA A CONFECÇÃO DE ÓRTESES E SUA UTILIZAÇÃO PRÁTICA POR TERAPEUTAS OCUPACIONAIS NO BRASIL – Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional/Brazilian Journal of Occupational Therapy


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